domingo, 22 de maio de 2016
CANNES 2016: Palma de Ouro foi para “I, Daniel Blake”
O novo filme do realizador inglês Ken Loach foi o grande vencedor da 69ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes. A cerimónia ainda decorre.
Uma noite repleta de surpresas. A 69ª edição do Festival Internacional de Cinema de Cannes deixou muita gente de boca aberta, com uma lista de escolhas nada consensual. A Palma de Ouro, o grande prémio do festival, foi para I, Daniel Blake,
o filme do inglês Ken Loach sobre
a história de Daniel Blake, um homem viúvo, de meia-idade que, depois de ter um ataque cardíaco, se vê incapaz de trabalhar. Apesar do seu estado de saúde,
Blake tem dificuldades em receber a ajuda a que tem direito por parte do Estado.
O Grande Prémio, o segundo galardão mais importante depois da Palma de Ouro, foi para
It’s Not the End of the World, o novo filme do canadiano Xavier Dolan. A longa-metragem recebeu duras críticas por parte da crítica, e a escolha foi altamente criticada nas redes sociais.
fonte site cannes 2016 imagem google
sábado, 21 de maio de 2016
Estilista angolana Rose Palhares apresentou coleção no Cannes Fashion Festival 2016
A estilista angolana Rose Palhares estará presente, pela primeira vez, no Cannes Fashion

Festival 2016, a decorrer em Cannes (França), apresentou nos dias 18, 19 e 20 do presente mês.
fonte
fonte
angorussia.
Festival de Cannes 2016 Melhor documentário do Festival. Brasil! Cinema Novo, de Eryk Rocha, leva o Olho de Ouro
O primeiro prêmio do 69º Festival de Cannes é do Brasil.
O documentário Cinema Novo,
de Eryk Rocha, venceu neste sábado (21) o Olho de Ouro, ouL'Oeil D'Or, prêmio instituído no ano passado que se dedica aos documentários do festival.
Em Cinema Novo, Eryk Rocha analisa em um ensaio poético o movimento cinematográfico nascido no Brasil na década de 1960, que lançou nomes como o de
Glauber Rocha,

Nelson Pereira dos Santos seu pai, além ,

Cacá Diegues

Ruy Guerra,

Paulo César Saraceni, e tantos outros.

Nelson Pereira dos Santos seu pai, além ,
Cacá Diegues
Ruy Guerra,
Paulo César Saraceni, e tantos outros.
O prêmio foi dado pelo italiano Gianfranco Rosi, presidente do júri que venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim deste ano com o documentário Fogo no Mar, e o Leão de Ouro em Veneza há três anos com Sacro GRA.
http://www.festival-cannes.com/imagens google
http://www.festival-cannes.com/imagens google
“ Nunca fui como todos....... (Florbela Espanca)

“ Nunca fui como todos
Nunca tive muitos amigos
Nunca fui favorita

Nunca fui o que meus pais queriam
Nunca tive alguém que amasse
Mas tive somente a mim
A minha absoluta verdade

Meu verdadeiro pensamento
O meu conforto nas horas de sofrimento

não vivo sozinha porque gosto
e sim porque aprendi a ser só... ”

Florbela Espanca, batizada como Flor Bela Lobo, e que opta por se autonomear Florbela d'Alma da Conceição Espanca, foi uma poetisa portuguesa
“ O País perdeu a inteligência e a consciência moral......
“ O País perdeu a inteligência e a consciência moral. Não há princípio que não seja desmentido nem instituição que não seja escarnecida. Já não se crê na honestidade dos homens públicos. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria.

Os serviços públicos abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta a cada dia.
A agiotagem explora o juro. A ignorância pesa sobre o povo como um nevoeiro. O número das escolas é dramático.
A intriga política alastra-se por sobre a sonolência enfastiada do País. Não é uma existência; é uma expiação. Diz-se por toda a parte:
“O País está perdido!”. (...) Por isso, aqui começamos a apontar o que podemos chamar de “o progresso da decadência”.
(José Maria de Eça de Queiroz. 1871. Introdução de "As Farpas")
ILUSTRACÃO REGINA BITTENCOURT IMAGENS MARCEL CARAM
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