"Os Loucos da Rua Mazur", de João Pinto Coelho, é o romance vencedor do Prêmio LeYa 2017, no valor de 100.000 euros.
O anúncio foi feito hoje, na sede do grupo editorial em Alfragide, nos arredores de Lisboa.
O eleito, autor de 'Perguntem a Sarah Gross', já fora finalista deste prêmio em 2014.
João Pinto Coelho nasceu em Londres em 1967. Licenciou-se em Arquitetura em 1992 e viveu a maior parte da sua vida em Lisboa. Passou diversas temporadas nos Estados Unidos, onde chegou a trabalhar num teatro profissional perto de Nova Iorque e dos cenários que evoca neste romance. Em 2009 e 2011 integrou duas ações do Conselho da Europa que tiveram lugar em Auschwitz (Oswiécim), na Polônia , trabalhando de perto com diversos investigadores sobre o Holocausto.
No mesmo período, concebeu e implementou o projeto Auschwitz in 1st Per-son/A Letter to Meir Berkovich, que juntou jovens portugueses e polacos e que o levou uma vez mais à Polônia, às ruas de Oswiécim e aos campos de concentração e extermínio. A esse propósito tem realizado diversas intervenções públicas, uma das quais, como orador, na conferência internacional Portugal e o Holocausto, que teve lugar na Fundação Calouste Gulbenkian, em 2012. Perguntem a Sarah Gross é o seu primeiro romance.
O jeans já foi atualizado e reinventado tantas vezes, que faz sentido se questionar se ainda é possível ser criativo com ele. O cenário atual, no entanto, tem mostrado que sim. Há, de fato, algo novo no ar.
Alguns estilistas que capturaram a essência camaleônica do tecido conseguiram criar um novo frenesi ao redor do jeanswear ao mesclar estilos de décadas passadas a elementos que até então não eram tão valorizados. Pense na Gucci e seus bordados vintage e as calças de Demna Gvasalia na Vetements. Elas parecem retalhos unidos e fazem parte da vontade do estilista de celebrar o que costuma ser renegado.
No Brasil, a inovação fica por conta dos tecidos tecnológicos que agradam as consumidoras que desejam peças cada vez mais confortáveis e duráveis, e não uma moda passageira. “O jeans é um dos tecidos mais versáteis da moda, e isso se aplica perfeitamente a um país grande e diverso como o nosso”, explica a estilista Juliana Jabour, atual diretora criativa da Lez a Lez, sobre a paixão nacional pela peça. “Desde o seu surgimento, a calça jeans se adaptou muito bem ao nosso mercado, e com a inovação constante das empresas têxteis no País, hoje temos tecidos para os mais diversos climas e situações”. A marca, por exemplo, que tem um grande foco em jeanswear, usa em várias de suas criações um tecido especial, criado a partir do fio Emana, da Rhodia, que entre diversos benefícios melhora até a microcirculação sanguínea. “A tecnologia está cada vez mais alinhada à moda, e vemos isso em tecidos inteligentes, modelagens que se adaptam ao corpo de qualquer pessoa e em lavagens diferentes. Estamos apenas no começo de uma grande evolução no mercado jeanswear”, aponta Jaqueline Devegili, responsável por todo o setor de denim na etiqueta.
O skinny lidera as prateleiras por aqui, mas há quem se esforce para provar que ainda existe muito a ser mostrado em modelagens. Afinal, em um país com tanta tradição e qualidade em jeanswear, não existe motivo para limitações. “Vejo que a mulher brasileira se importa muito em valorizar as curvas, mesmo tendo muitas opções de shapes diferenciados”, observa Jaqueline. “Acredito que ela seja capaz de se libertar nesse quesito, e nós também podemos incentivá-las a nem sempre mostrar ou até mesmo desejar desenhar essas curvas”.
Renata Buzzo,
Marcelo Von Trapp,
Tom Martins,
Rafaella Caniello,
Leandro Benites, Andre Boffano e Sam Santos são os sete jovens talentos que acreditam nessa ideia e foram convidados pela ELLE a reinterpretar o jeans da Lez a Lez, usando esse tecido especial, e confirmar, sem amarras, que é possível ser muito criativo com o material.
Os seis conselhos de Orwell para escrever bem são muito conhecidos, mas ultimamente se fala bem mais de outro texto de Orwell: o romance 1984, publicado em 1949, três anos depois de A Política e a Lingua Inglesa.
O clássico sempre foi popular (a primeira adaptação cinematográfica foi feita em 1956), mas nos últimos meses foi bastante citado em referência à pós-verdade e às notícias falsas.
Um exemplo: esse fragmento que poderia explicar a diferença entre uma mentira e uma pós-verdade.
https://youtu.be/M-0srVVZ8_g
Aqui a palavra -chave é preto-branco. Como tantas outras palavras da novilíngua, também esta tem dois sentidos antagônicos.
Aplicada a um opositor, significa o hábito de afirmar sem pudor que o preto é branco, contrariando a evidência dos fatos.
Aplicada a um membro do Partido, designa a lealdade diligente em afirmar que o preto é branco quando a disciplina do Partido assim exige.
Mas significa também a capacidade de acreditar que o preto é branco, e mais ainda, de saber que o preto é branco, e esquecer que alguma vez se tenha pensado o contrário. Isso
implica a constante alteração do passado, só possível pelo sistema de pensamento que na verdade abarca todo o resto, e que se designa na novilíngua pela palavra duplipensar.